domingo, 17 de junho de 2007

A última pequena rosa do Éden

Pequena rosa
Acostumada ao vermelho
Pequena rosa anda por Bagdá
Perdendo suas pétalas
No que já foi o Paraíso
Em busca, talvez, de algum sonho
Jogado em escombros

Pequena rosa
Os Senhores da Guerra nem te olham
Destroem sonhos que nunca nasceram
Transformados em tons de cinza

Pequena rosa
Que nem pode mostrar os espinhos
Terá tempo para o doce orvalho?
Que será de seu perfume?
Perdido num falso jardim
Quem plantou dá um nome

Democracia

Aprendes como fel
Um espinho em tua língua
Que nem a água do Eufrates adoça
Nem o tempo cicatriza

Pequena rosa e última,
Que nome darás para esse jardim?


(writed in 03-12-2007)

2 comentários:

André Gurjão disse...

Irá Moacir algum dia para o Festival de Havana?!

- A pergunta que não quer calar nesse poeta da democracia...

Moacir Brandão disse...

É uma alternativa, Gurjão.