domingo, 26 de abril de 2009

Vago Brando


Caminhar nas dunas
Saudades imortais
Chapéu escuro
Gaita no bolso

Tocando branduras

Esquecer das coisas celestiais
Pobre mortal
Onde foi parar o Paraíso?
Uma asa solitária

Vagando sob o céu
Desafiando a noite escura
A gaita chora
Um amor incondicional

Sem preces
Amálgama de guerra e paz
Como toda alma
Humana demais

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Palhaços Sem Fronteiras



A bola vermelha no nariz
O sapato enorme
A calça redonda
A tinta branca

Sorriso largo,
Alívio
Alma de palhaço
Humor em cascatas, peraltice

O palhaço que transforma
Nossa melancolia divina
Em riso
Alegria sem muros
Sem fronteiras

Só esteja atento
Ele vai dizer que o teatro
Está em chamas

Pode ser que vocë näo veja
Da sua cadeira
Do seu muro
Nosso castelo de cartas
Ruindo

domingo, 5 de abril de 2009

Janelas



Abertas para a loucura do mundo. Um ar que passa trazendo
a sensação de que existe liberdade. O vento solto, sem que se possa vê-lo. Daqui, a certeza de que estamos presos.

Grades que mostram o vazio de nossa existência. Algo lá fora nos atormenta. Grades, esse mal urbano. Um mal lá fora. E aqui dentro? O vento passa. A vontade de ir embora.

Meus olhos vêem apenas outra janela... será que lá também o silêncio é a única palavra? Estranho poder tem o silêncio. Produz o maior barulho do mundo. A mente.

O Mito da Caverna



Idéias. Quimeras desavergonhadas saltitando na caverna. Desvergonhadas, sim, por que não? Vagando pela mente. Mentindo sobre o mundo, esse devaneio celestial. Um pequeno urso andando devagar para tentar ver...

Um mundo intoxicado
Cheio de muros
Dá pra ver daqui
A caverna escura
Sem saber se estou dentro
Ou fora

Sem ver a dor mundana
Que dilacera a alma do mundo