
Uma expediçäo
Em minh`alma
Sem devaneios etílicos
Nem medo da Negra Dama
Descubro um manancial
Cada palavra fluindo
Num lago lírico
Ali, que vejo?
Ah, albatrozes
Sangram no oceano
Há uma teia na liberdade
Psicose aracnídea
Responsabilidade hipócrita
Sujando cada parede
Lagos líricos soterrados
Inundados de prédios
Ideia que inunda a rua
Amolece cada tijolo da mente
Sufocando o manancial
De onde vem aquela luz cinza?
Cegueira
Madeiras estremecem
A ponte cai
Podre
Derrubando símios
Nas águas poluídas
Do rio sem lirismo
Cada palavra peregrina
Torturada nesse caderno