sábado, 27 de dezembro de 2008

São tantos segundos
Nenhum instante em que eu saiba
Se isso é ficção

Cansei de perguntar o que é real
Cansei de perder passos
Já vi alguém perdê-los
Numa cama de hospital

Dói quando se sabe
Que resta pouca coisa
Antes que o mundo acabe

Quando tudo que é bacana
Desse jeito louco
Se perde
Em versos que não quero escrever

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Empty Boat



my empty boat
into the darkness sea
a day without sun
a night without moon
the rider on the storm was born in this day
the silver poet
the storm of the alone tear
alone tear burned my face
and sealed the soul

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Dedin de Prosa

Óia, Dona Lua,

Faz um tempão que óio ocê aí em riba, briando pra nóis. Eu aqui sentado nessa porteira pensano um monte de bobagenzinha. O Home das Barbas foi caprichoso por demais quando rabiscou ocê. Meu vô dizia que foi no tempo que Ele acendeu a primeira lamparina, depois de ficar avoando por riba d´agua. Fico cá pensando com meus botões como é que um negócio tão formoso que nem ocê consegue ficar aí e num cai.

Além da fome arretada que essa tua cara de queijin mineiro dá na gente. O pessoar diz que é suíço, mas não sei donde isso vem, queijo pra mim é tudo mineiro, uai. As lumbriga ficam se saracotiando toda.

Eu não leio a tar de Bíbla faz tempo, as tais letra miúdinhas me confude a moleira por demais. É uns tais de capítulo pra cá e uns versinhos pra lá. Os padre conta uns negocin estranho dum camelinho que passa em buraco de agulha que freve a caramiola do povo que vai pras missas. Que se a gente tiver a fé do tamanho de um grãozinho de mostarda, nóis é capaz de fazer milagre. Eita lasqueira.

O padre conta que o Home das Barbas enviou o Fio dele pra nos defender do Tinhoso. Que Ele nasceu duma moça que nunca... Deixa pra lá, ocê sabe que o Zé era respeitador das filhas alheia.
Ele andava por riba d'agua sem molhar a sola das alpargatas e debaixo do maior toró. E dizem que eu sou nadador. Afe Maria.

Pior foi a peia que ele levou no final da história. Levaram ele pro xadrez, uma tal de Fortaleza da Antonia. Povo esquisito, aqui isso seria um cabaré, mas lá era delegacia. E o delegado, um tal de Pilatos, era chei das higiene, só vivia lavando as mãos. O torresminho daquele tempo devia ser da moléstia.

Foi sola muita. Os soldado, uns tar de Romano, batiam sem dó no galileuzinho. Rasgaram as ropas do pobre e ainda meteram uma coroa cheinha de espin na moleira dele. Sobe uns arrepios só de pensar na dor.

Ainda fizeram Ele carregar uma torona de madeira no lombo até um morro amarrotado de caveira. Lá enfiaram um prego em cada mão e deixaram o rapaz morrer à mingua.

É, Dona Lua, se eu fosse bom das contas saberia contar direitinho essas historinhas procê. Veinha do jeito que tá, com esse tal de Jorge matando esse jumentinho de correr atrás de calango com vara de pescar, já deve de ter perdido é o juízo.

Ainda em construção, ora. O rapaz que bate esse texto tem pouco tempo.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Apocalípticos Tempos

Flores de Nagasaki
Num Dia de Finados
Aquela guerra
Que escondeu o sol
Devastou o céu

Chuva de Monte Castelo
Molhando as feridas
Dos filhos alheios

As fugas de Leningrado
Seres ariscos
A última chance
de salvar o sangue

Sangue
Sangue demais
Apocalípticos tempos
Sangrentos

Demasiadamente apolíptica mente
Humana

Mind Games I

"Are you lost, Neo?"

"Perhaps, but I'm Nyo, little girl"

"Why you killed the white rabbit?"

"Cause the truth is my only true"

"Are you a loser, Nyo?"

"Very times in my way"

"Why you didn't tried to change the world?"

"Dreams fallen in the sea"

"Was you the last, Nyo?"

"Wasn't the Guy of cross tree?"

sábado, 5 de abril de 2008

Samba

Estou bêbado de samba
Deixe-me caído
Aqui

Bêbado de samba
Não respeita cercanias
Ali

Bêbado na avenida
Esquecido no samba
Dos teus olhos dançantes

Bêbado
Feliz
Aqui e ali
Mais uma vez

sexta-feira, 28 de março de 2008

Pingos de Chuva

Sem muita coisa a dizer
Hoje quero ficar calado
Ouvir os pingos de chuva
Barulhinho bom
Nas telhas tortas
Meio-dia
Estranho tom de luz
Cinza
Chuva
Caindo devagar
Trazendo o frio
Meio-dia
Frio
Pingos de chuva
Molhando idéias loucas
Outra vez