Poeta Prateado
palavras perdidas no tempo
terça-feira, 10 de abril de 2007
Só os cegos podem ver
Eu rabisco
minha sorte
risco minhas palavras sem sentido
Miro o olhar no escuro
espelho
cego que estou
Sem notas de violão
cacos de telha
fazem a batucada
batucam
sacodem
batucam
sacodem
Perdido num clarão
encontro no chão
frio
meu coração vagabundo
Por isso corro demais
quarta-feira, 4 de abril de 2007
Tarde transeunte
Luz
olhos fatigados
pela vigília
A tarde vai embora
sem os centavos
dos esquecidos
Os últimos minutos
das brincadeiras infantis
no velho parque
dos perdidos
As esferas aparecem
para adorar a luz
de uma tarde surreal
que vai embora
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