Poeta Prateado
palavras perdidas no tempo
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Gripadas Letras
Uma xícara vazia
Um chá que se foi
Alguma calma ainda?
O peito ardia
Uma tosse que destrói
A mente que desanda
De que serve a gripe?
Inútil
Vírus maquiavélico
Idas e vindas
Vindas e idas
Sem gracejos na pia
Só vestígios
Um febril fim de tarde
Quando a luz se finda
Começa o dia
Transpiração
Oscilação pulmonar
Ho-ho
Estou vivo!!!
terça-feira, 9 de junho de 2009
Pretexto
O que vem antes da palavra?
Sinapse näo é poética
Mas se näo é
Onde se cristaliza?
A sensaçäo
Estamos vivos?
Estamos vivos de novo?
Pretexto
Aquela pétala nas mäos
Vai ser coberta pela areia
Há uma pétala em cada esquina
Uma ventania
Um fim
Um começo
Sinapse näo é poética
Mas se näo é
Onde se cristaliza?
A sensaçäo
Estamos vivos?
Estamos vivos de novo?
Pretexto
Aquela pétala nas mäos
Vai ser coberta pela areia
Há uma pétala em cada esquina
Uma ventania
Um fim
Um começo
Bilingue
Brumas näo existem mais
Raios de sol apagaram
Um calor espiritual
Norteia minha bússola
Amando-a todo dia
Burn love my heart
Rain ended, sky open
Unforgetable moments
Nice soul, nice lips
Again, we will fly in the kiss
Raios de sol apagaram
Um calor espiritual
Norteia minha bússola
Amando-a todo dia
Burn love my heart
Rain ended, sky open
Unforgetable moments
Nice soul, nice lips
Again, we will fly in the kiss
domingo, 26 de abril de 2009
Vago Brando

Caminhar nas dunas
Saudades imortais
Chapéu escuro
Gaita no bolso
Tocando branduras
Esquecer das coisas celestiais
Pobre mortal
Onde foi parar o Paraíso?
Uma asa solitária
Vagando sob o céu
Desafiando a noite escura
A gaita chora
Um amor incondicional
Sem preces
Amálgama de guerra e paz
Como toda alma
Humana demais
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Palhaços Sem Fronteiras

A bola vermelha no nariz
O sapato enorme
A calça redonda
A tinta branca
Sorriso largo,
Alívio
Alma de palhaço
Humor em cascatas, peraltice
O palhaço que transforma
Nossa melancolia divina
Em riso
Alegria sem muros
Sem fronteiras
Só esteja atento
Ele vai dizer que o teatro
Está em chamas
Pode ser que vocë näo veja
Da sua cadeira
Do seu muro
Nosso castelo de cartas
Ruindo
domingo, 5 de abril de 2009
Janelas

Abertas para a loucura do mundo. Um ar que passa trazendo
a sensação de que existe liberdade. O vento solto, sem que se possa vê-lo. Daqui, a certeza de que estamos presos.
Grades que mostram o vazio de nossa existência. Algo lá fora nos atormenta. Grades, esse mal urbano. Um mal lá fora. E aqui dentro? O vento passa. A vontade de ir embora.
Meus olhos vêem apenas outra janela... será que lá também o silêncio é a única palavra? Estranho poder tem o silêncio. Produz o maior barulho do mundo. A mente.
O Mito da Caverna

Idéias. Quimeras desavergonhadas saltitando na caverna. Desvergonhadas, sim, por que não? Vagando pela mente. Mentindo sobre o mundo, esse devaneio celestial. Um pequeno urso andando devagar para tentar ver...
Um mundo intoxicado
Cheio de muros
Dá pra ver daqui
A caverna escura
Sem saber se estou dentro
Ou fora
Sem ver a dor mundana
Que dilacera a alma do mundo
quinta-feira, 26 de março de 2009
segunda-feira, 23 de março de 2009
Manancial
Uma expediçäo
Em minh`alma
Sem devaneios etílicos
Nem medo da Negra Dama
Descubro um manancial
Cada palavra fluindo
Num lago lírico
Ali, que vejo?
Ah, albatrozes
Sangram no oceano
Há uma teia na liberdade
Psicose aracnídea
Responsabilidade hipócrita
Sujando cada parede
Lagos líricos soterrados
Inundados de prédios
Ideia que inunda a rua
Amolece cada tijolo da mente
Sufocando o manancial
De onde vem aquela luz cinza?
Cegueira
Madeiras estremecem
A ponte cai
Podre
Derrubando símios
Nas águas poluídas
Do rio sem lirismo
Cada palavra peregrina
Torturada nesse caderno
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